Perguntas Frequentes

É importante que o profissional que irá prestar o atendimento saiba o máximo sobre seu histórico e suas queixas. Para melhorar seu atendimento é interessante que na consulta se tenha alguns itens e informações importantes. Dentre eles:

  • Relato sucinto sobre seu histórico médico;
  • Lista com queixas principais;
  • Lista com nome dos medicamentos de uso regular ou os próprios em suas caixas respectivas;
  • Nome e dose dos medicamentos usados;
  • Nome e dose dos medicamentos que um médico lhe receitou mas por alguma razão você não está (mais) usando;
  • Exames realizados no último ano prévio à consulta;
  • Exames mais antigos que demostravam alguma alteração ou que levaram a algum diagnóstico médico;
  • Acompanhante informado (família ou não) que possa ajudar em relatos de fatos de sua vida;

Demência é o termo que se aplica a uma deterioração das faculdades mentais que leva a uma perda da capacidade de cuidar de sua própria vida. Pessoas com demência passam a precisar de ajuda de terceiros para realizar atividades de sua vida, pois não conseguem mais cuidar de si próprios. Muitas são as causas de demência, entre as mais comuns estão a doença de Alzheimer e a demência vascular, onde derrames repetidos comprometem a função do cérebro. Algumas formas de demência têm tratamento, e em alguns casos o tratamento é um desafio.

A Doença de Alzheimer constitui a causa mais comum de demência, nome atribuído na ciência a uma perda progressiva das faculdades cognitivas e da capacidade de cuidar de si próprio. Na doença de Alzheimer, a perda de neurônios e suas conexões ocorre por acúmulo de proteínas anormais, como a proteína amiloide a proteína Tau. É uma condição quase que exclusiva da terceira idade, com mais de 90% dos pacientes manifestando sintomas após os 65 anos de idade. A história familiar é relevante, mas de forma nenhuma é a única causa determinante. Ainda não temos uma cura para a Doença de Alzheimer, mas o tratamento pode trazer bastante alivio para pacientes e familiares.

A perda de memória é um sintoma comum na terceira idade e pode estar relacionado a muitos problemas diferentes. Ansiedade, estresse e tristeza, por exemplo, são causas comuns de perda de memória. Problemas nutricionais e hormonais também podem provocar esquecimento. Muitos das causas de perda memória são reversíveis, e é por isso que se recomenda o atendimento médico para uma avaliação completa do estado clínico.

A melhor forma de preservar a memória é cuidar da saúde como um todo.

Prevenção é a palavra-chave para quem quer manter a saúde, não só na terceira idade, mas em todas as fases da vida. Abaixo estão algumas dicas para um envelhecimento com saúde.

  1. Pratique atividade física: esta é a recomendação número um da Organização Mundial de Saúde para prevenir os males ligados à terceira idade. Também já é consenso de que a atividade física é essencial para termos ou recuperarmos a nossa qualidade de vida.
  2. Alimente-se bem e consuma alimentos saudáveis. Qualidade e não quantidade é o que conta aqui. Não devemos sempre abrir mão das delícias que adoramos, pois isso faz com que tenhamos qualidade de vida, mas sempre temos que moderar na rotina diária. Não exagerar no tamanho do prato pode garantir uma velhice mais tranquila. A alimentação ideal deve ser o mais balanceada possível, com frutas, legumes, verduras, carboidratos (arroz, feijão, batata, macarrão) e proteínas (leite e seus derivados e carnes vermelhas e brancas, ovos)
  3. Tome muita água. O consumo de água oferece inúmeros benefícios para o organismo. O corpo precisa de água para que seu metabolismo ocorra adequadamente e que as toxinas sejam eliminadas. Como consequência, o intestino funciona melhor, prevenimos doenças renais, ficamos com mais disposição, dentre outros ganhos.
  4. Exercite o cérebro. Pratique atividades que estimulem o raciocínio, para manter o cérebro ativo. A leitura é uma excelente atividade para o cérebro, mas tudo o que possa lhe manter ativo mentalmente, como trabalhar, conversar com amigos e familiares ajuda.
  5. Evite o stress excessivo. Tente sempre ter uma postura mais otimista perante a vida, enfrentando os problemas com leveza e bom humor. Estudos demonstram que pessoas mais estressadas são mais suscetíveis a doenças e têm menos qualidade de vida.
  6. Durma bem. Um sono reparador, tanto em horas como em qualidade, é um grande aliado da saúde. Por isso, cultive hábitos que preservem suas horas de sono, como a ingestão de alimentos leves à noite e a criação de um ambiente tranquilo para o sono.
  7. Abandone os maus hábitos. Dê adeus ao cigarro e evite o consumo exagerado de bebidas alcoólicas, hábitos que aumentam a produção de radicais livres, um grande vilão na busca de um envelhecimento saudável.
  8. Trate suas doenças. O ditado não se “guarda doença” não podia ser mais verdadeiro, pois quando não queremos que o médico descubra nossas doenças estamos apenas adiando o tratamento adequado. As doenças vão estar presentes independente de o médico saber de sua existência, mas o tratamento só é iniciado depois do diagnóstico correto. Quanto mais precoce se inicia o tratamento, melhor o controle do problema e assim é possível viver uma vida plena e cheia de qualidade

A Avaliação Neuropsicológica consiste em uma investigação minuciosa das funções cognitivas, sensoriais, motoras, emocionais e sociais da pessoa, com o intuito de se identificar algum comprometimento funcional neurológico, bem como as áreas preservadas. Sua atuação, portanto, é voltada para a avaliação e reabilitação de pessoas que apresentem alguma alteração cognitiva e/ou comportamental, associada às diversas patologias que afetam o sistema nervoso central.  É uma avaliação que pode ser feita em crianças, adultos e idosos

O atendimento multiprofissional (interdisciplinar) permite que múltiplas áreas da saúde se integrem para uma ação conjunta para atender ao paciente em todas as suas especificidades e necessidades individuais.  Permite que cada profissional contribua de acordo seu conhecimento especializado na cura ou alívio do sofrimento do paciente, reabilitando e promovendo benefícios como:

  • Melhor controle alimentar, de peso e condição nutricional;
  • Redução de fatores de risco para vários tipos de doenças;
  • Reabilitação de paciente portador de doença crônica e degenerativa;
  • Melhora de capacidade física e mental;
  • Assistência a questões sociais e familiares;
  • Uso adequado de medicamentos;
  • Cuidados com a saúde bucal
  • Maior integração social, melhor aceitação do processo de envelhecimento e maior motivação;
  • Restauração e manutenção de independência funcional;
  • Promoção de autonomia;
  • Promoção de conforto e dignidade em final de vida;
  • Suporte aos familiares;
  • Estabilização e retardo de progressão de doenças crônicas;
  • Prevenção e reconhecimento de intercorrências agudas;
  • Menor tempo de internação;