Existem maneiras de prevenir o Alzheimer?

Postado em: 07.03.2016

Autora: Iveliny Mesquita, Nutricionista Clínica na Clínica da Memória.

Existem três tipos diferentes de Alzheimer. Desses três, o mais comum é o Alzheimer Esporádico, que acomete 90% das pessoas com essa doença, onde estes podem ter ou não antecedentes de Alzheimer na família. O maior fator de risco para ter Doença de Alzheimer é a idade avançada, pois uma a cada quatro pessoas com mais de 85 anos tem demência. Com relação ao sexo do indivíduo, estudos mostram maior prevalência em mulheres.

E ainda, há uma associação entre nível baixo de educação com o aumento do fator de risco. Alguns outros fatores que auxiliam no processo do aumento do risco para Doença de Alzheimer, são: AVC (Acidente Vascular Cerebral), Doenças Cardíacas e Hipertensão, além de Diabetes Mellitus tipo II e Inatividade física.

Mas, como prevenir?

 

 

Frutas e legumes reduzem o estresse oxidativo sobre nossas células.

Frutas e legumes reduzem o estresse oxidativo sobre nossas células.


 

Atualmente não existe nenhuma intervenção médica que possa prevenir a Doença de Alzheimer, mas a mudança no estilo de vida, apresenta um considerável efeito protetor. Evidências falam que o Estresse Oxidativo tem papel importante no aparecimento da doença. Portanto, substâncias que tem papel protetor do Estresse oxidativo são importantes aliados para prevenção. Essas substâncias são: Ômega 3, vitaminas do Complexo B, vitaminas C, E e D. Onde cada uma tem seu papel claro, na prevenção. A vitamina C é essencial para síntese de neurotransmissores como dopamina e noradrenalina. Assim como é necessária para reciclar vitamina E para sua forma antioxidante.

A vitamina E é importante para o funcionamento dos neurônios, pois constitui a membrana destes e ainda funciona como potente oxidante. O aporte insuficiente de vitaminas do Complexo B está associado a hiperhomocisteinemia e a déficits cognitivos, ambos presentes nos pacientes com Alzheimer. A vitamina D, por sua vez, tem seu papel importante em todo e qualquer paciente idoso, pois sua deficiência além de ser fator de risco para demência, está associado com maior risco de desenvolvimento de depressão, diabetes mellitus, osteoporose e doenças cardiovasculares.

O Ômega 3 com seu potencial anti-inflamatório e antioxidante, previne contra o estresse oxidativo, e tem seu papel potencializado uma vez que diminui riscos do aparecimento de diabetes mellitus e hipertensão, ambos, fatores de risco para o aparecimento da Doença de Alzheimer.