DEFICIÊNCIA DE VITAMINA D E ALZHEIMER

Postado em: 16.05.2017

Autora: Iveliny Mesquita, Nutricionista Clínica na Clínica da Memória.

O déficit de vitamina D constitui um problema de saúde pública mundial, mesmo em regiões que recebem luz solar suficiente. E essa prevalência é aumentada em 50% com o aumento da idade, tanto por baixa exposição ao sol, quanto pelo baixo consumo de fontes alimentares e suplementação.

Funcionalmente, a vitamina D contribui para neuroproteção pela modulação do fator de crescimento do nervo, eurotrofina3, fator neutrotófico derivado da glia, óxido nítrico sintase e acetilcolina transferase.

A baixa concentração de vitamina D está relacionada ao declínio cognitivo, aumento do risco de Alzheimer e depressão, e essa relação tem como mecanismo, a formação e agregação beta amiloide, uma desregulação do sistema gabaérgico e um aumento no influxo do cálcio.

Peixe contém muita vitamina D

Estudos mostram que níveis de vitamina D abaixo de 20ng/mL estão associados com a presença de alterações cognitivas e demências. Além do mais, esses mesmos estudos evidenciaram o aparecimento de outras doenças relacionadas à hipovitaminose D em pacientes de faixa etária acima de 60 anos, como aumento de quedas acidentais, osteoporose e depressão, hipertensão arterial e diabetes.

Comentário Dr. Glauber Ferreira, neurologista:

Parece que alguns grupos de pacientes se beneficiam mais do que outros com a suplementação da vitamina D. Pessoas portadoras de duas cópias do gene APOE4 parecem ter redução de risco mais acentuado quando comparadas a outros indivíduos. Na prática, consideramos o valor mínimo recomendado de 30ng/mL no exame sangue, mas ainda há debate se valores ainda mais elevados, de até 70ng/mL poderiam trazer benefícios adicionais.

Fonte: Hipovitaminose D e alterações cognitivas em idosos. Artigo de revisão. 2016.